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Dias de enchente no Rio Grande do Sul, uma pequena pausa

Hoje é quinta-feira e furei na ideia de postar todos os dias aqui. Tenho um motivo claro pra isso: as enchentes no Rio Grande do Sul. Quase tive que sair de casa, fiquei sem luz, sem água, o que me impossibilitou de pensar em poker nos últimos dias.

E acho que o post de hoje poderia ser sobre isso. Sobre perceber o quanto somos previlegiados em, simplesmente, ter condições de trabalhar. Muita gente perdeu tudo o que tinha, perdeu familiares, bens materiais. Coisas que nunca vão ser recuperadas. Isso serviu pra eu valorizar ainda mais minha família, meus amigos e minha profissão. 

Tirando o foco de mim, é muito legal perceber o quanto existem pessoas boas no mundo dispostas a ajudar. Em meio a catástrofe, a preocupação com o próximo é o que está mantendo todo mundo forte e unido da melhor maneira possível. São diversos abrigos e diversos voluntários, cada um do jeito que pode, auxiliando os desabrigados por passar por tudo isso. Isso que é louco, paro pra pensar como na verdade sou sortudo de não ser afetado em praticamente nada: faltou luz na rua do lado da minha casa, a água da enchente subiu até duas quadras antes da minha casa, ainda vejo água da janela do meu escritório. Meus familiares não foram atingidos. Não tenho o direito de reclamar de nada, apenas esperar o momento passar e ajudar os outros da melhor forma possível. Nestes momentos de tensão, é sempre bom colocar as coisas em perspectivas e perceber o quanto Deus é bom conosco. Tudo que me resta é fazer o melhor, sem reclamar, pra conseguir ter condições de dar suporte e impactar positivamente o máximo de pessoas possíveis.

Dito isto, uma rápida atualização: voltei para o grind ontem e estou em meu primeiro dia 2: 52 pessoas disputam 4 mil dólares no No Limit Omaha Hi/Lo. Sou o short mas estou pronto pra dar a volta por cima e seguir na disputa do player of the series. Por hoje é só, sem muito poker por aqui.

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